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  03/02/2010  
  Mater Natura participa do Dia Mundial das Zonas Úmidas  
 

 

Em comemoração ao Dia Mundial das Zonas Úmidas (2 de fevereiro), a Gerência de Biodiversidade Aquática e Recursos Pesqueiros da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), promoveu o lançamento do material (cartaz e revista) relacionado ao tema escolhido para o ano de 2010: “Cuidar das Zonas Úmidas: uma resposta às mudanças climáticas” e do vídeo “Áreas Aquáticas Protegidas como Instrumento de Gestão Pesqueira”. Ainda no evento realizado em Brasília, o Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, entregou o certificado de reconhecimento ao Parque Nacional Marinho dos Abrolhos como o mais novo Sítio Ramsar.

Desde 2007, o Mater Natura é um colaborador das iniciativas do MMA para os Sitios Ramsar Brasileiros, participando conjuntamente de projetos e atividades nesta área temática.

As Zonas Úmidas  são áreas alagadas do planeta consideradas importantes para a conservação da biodiversidade e para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. O dia 02 de fevereiro marca a adoção da Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional, conhecida como Convenção de Ramsar, um tratado firmado no Irã, em 1971, por governos de diversos países que estabelece uma ação nacional e uma cooperação  internacional para a conservação e uso racional das zonas úmidas mundiais e de seus recursos naturais.

Atualmente a Convenção de Ramsar é o único tratado ambiental global que trata das zonas úmidas, áreas alagadas naturais ou artificiais que abrigam grande biodiversidade de fauna e flora aquáticos, formando complexos ecossistemas que abrangem desde as áreas marinhas e costeiras até as continentais como lagos, manguezais e pântanos, áreas irrigadas para agricultura e reservatórios de hidrelétricas.

Hoje, a Convenção conta com 159 países membros, que possuem 1.885 sítios reconhecidos como de importância internacional para a proteção das áreas úmidas, totalizando cerca de 185 milhões de hectares.
A convenção também classificou as áreas úmidas de importância mundial, os chamados Sítios Ramsar. Existem 1.556 sítios Ramsar reconhecidos mundialmente por suas características, biodiversidade e importância estratégica para as populações locais.

Ao todo, existem 42 tipos diferentes de classificação de zonas úmidas. Estas zonas abrigam uma enorme variedade de espécies endêmicas, mas, também, periodicamente, espécies terrestres e de águas profundas e, portanto, contribuem substancialmente para a biodiversidade ambiental. Além disto, têm papel importante no ciclo hidrológico, ampliando a capacidade de retenção de água da região onde se localiza, promovendo o múltiplo uso das águas pelos seres humanos.

O Parque de Abrolhos passa a ser o 11º sítio Ramsar brasileiro e o primeiro na Bahia. Além dele, no Brasil há o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense (MT), a Estação Ecológica Mamirauá (AM), Ilha do Bananal (TO), Reentrâncias Maranhenses (MA), Área de Proteção Ambiental da Baixada Maranhense (MA), Parque Estadual do Rio Doce (MG), Parque Estadual Marinho do Parcel de Manoel Luz (MA), Lagoa do Peixe (RS) e as Reservas Particulares do Patrimônio Natural SESC Pantanal (MT) e Fazenda Rio Negro (MS).

Clique aqui e veja a completa dos sítios, assim como mais informações sobre a Convenção e seus procedimentos.

Ao anunciar o título de “Sítio Ramsar” ao Parque Nacional Marinho de Abrolhos, o ministro do Meio Ambiente Carlos Minc ressaltou a importância de aumentar a área das unidades de conservação marinhas e de incentivar o manejo das já existentes. “Nós estamos no prejuízo. Temos um compromisso internacional (assumido junto à Convenção sobre Diversidade Biológica – CDB) de proteger 10%, mas apenas menos de 0,5% de nossas áreas marinhas estão em unidades de conservação”, disse o ministro ressaltando o esforço que o governo federal tem feito para mudar esse quadro. “A proteção das zonas úmidas marinhas são fundamentais tanto para a reprodução de peixes que alimentam as pessoas como para a conservação da biodiversidade”, afirmou o ministro.

O tema do Dia Mundial das Zonas Úmidas de 2010, tem como objetivo a divulgação em níveis mundial e nacional das ameaças que as espécies e os ecossistemas dessas áreas enfrentam, assim como o importante papel que tais áreas desempenham na mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

De acordo com Ana Paula Prates, da Gerência de Biodiversidade Aquática e Recursos Pesqueiros do MMA, a relevância da comemoração desse dia se traduz na intenção de levar ao conhecimento da sociedade brasileira a importância das zonas úmidas para o clima planetário, bem como para a biodiversidade aquática. Ela ressalta que várias catástrofes ocorridas mundialmente são consequência do mau uso dessas áreas. Ana Paula acrescenta ainda que o desmatamento de matas ciliares, bordas de rios, a contaminação dos corpos hídricos, a impermeabilização do solo, e a sobreexplotação dos recursos aquáticos, entre outros danos, devem ser evitados para que sejam alcançadas as metas do clima e da conservação de biodiversidade.

Saiba mais sobre Zonas Úmidas - Convenção Ramsar.

 
 
 

 
     
 
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